{"id":194,"date":"2013-01-03T10:01:31","date_gmt":"2013-01-03T10:01:31","guid":{"rendered":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/?p=194"},"modified":"2020-04-27T10:46:47","modified_gmt":"2020-04-27T10:46:47","slug":"padroes-sincronias-e-eurekas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/2013\/01\/padroes-sincronias-e-eurekas\/","title":{"rendered":"Padr\u00f5es, sincronias e eurekas!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/ho_myfate10.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-215\" title=\"HoMyfate10\" src=\"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/ho_myfate10.jpg\" alt=\"HoMyfate10\" width=\"300\" height=\"120\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><strong>{<\/strong>in<strong>\u00a0Ensaio: Redes, Ritmos, Sincronia e Sinergia<span style=\"color: #ff0000;\">*<\/span>}<\/strong><\/em>\u00a0A partir de determinado momento verifiquei que h\u00e1 um padr\u00e3o, h\u00e1 um determinado n\u00famero de constituintes que partilham um determinado n\u00famero de caracter\u00edsticas similares, que se estruturam numa malha conceptual que pode ser vista como um todo.<\/p>\n<p><!--more-->Isto levou-me a inferir que h\u00e1 aqui elementos a propor como importantes: o(s) ritmo(s) s\u00e3o provavelmente uma dos factores fundamentais na ecologia sustentada e evolutiva das redes. Torna-se cada vez mais claro que os osciladores e as ascila\u00e7\u00f5es s\u00e3o cruciais como parte integrante do sistema que sustenta a exist\u00eancia! S\u00e3o tudo ondas (oscila\u00e7\u00f5es), sejam elas micro ou macro. Desde a luz, e a respectiva decomposi\u00e7\u00e3o\u00a0 [Newton], percep\u00e7\u00e3o das cores [Mausfeld, Heyer (eds.)], at\u00e9 \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es sonoras que podem ser entendidas como m\u00fasica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m importante ser\u00e1 sublinhar que, a partir de todos os dados e do padr\u00e3o inferido, passei a achar que as redes\u2014sejam neuronais, sociais ou mesmo computacionais\u2014o seu desenvolvimento e, eventualmente, sobreviv\u00eancia dos seus constituintes (i.e., e.g., a esp\u00e9cie humana), depende de factores menos clarificados e expostos pela investiga\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, seja ela cient\u00edfica ou art\u00edstica, em particular a(s) frequ\u00eancia(s) em que a(s) rede(s) opera(m).<\/p>\n<p>Numa ideia mais &#8220;musical&#8221;, proponho o entendimento destas frequ\u00eancias como tons ou ritmos, pois ambos dependem dessa caracter\u00edstica e ambos participam nela (uma nota <strong><em>l\u00e1<\/em><\/strong> pode ser percepcionada\u2014por conven\u00e7\u00e3o\u2014numa frequ\u00eancia de 440hz, porque essa nota tem uma sinusoide cuja discrimina\u00e7\u00e3o nos diz que esta, independentemente da sua amplitude, se exp\u00f5e em intervalos regulares de 400 vezes por segundo. Ora o ritmo, na m\u00fasica, refere-se \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de comprimento entre as notas [Levitin, 2007], ou seja, numa rela\u00e7\u00e3o de diferentes oscila\u00e7\u00f5es que nos faz percepcionar ciclos (a frequ\u00eancia a que determinados dados ocorrem).<\/p>\n<p>Mas talvez o dado mais relevante que a minha intui\u00e7\u00e3o acabou por revelar, perante este padr\u00e3o, \u00e9 que tudo isto depende de uma esp\u00e9cie de sincroniza\u00e7\u00e3o de constituintes. E orientando-me por aqui, houve como uma esp\u00e9cie de &#8220;epifania&#8221;que, pelo menos por agora, clarifica muitas das quest\u00f5es, que muitos de n\u00f3s nos perguntamos, sobre os processos das pr\u00f3prias ideias (a segunda parte deste ensaio parte tamb\u00e9m desta descoberta).<\/p>\n<p>Proponho o exemplo do fen\u00f3meno &#8220;Eureka&#8221;<span style=\"color: #ff0000;\">**<\/span> de Newton na formula\u00e7\u00e3o da teoria da gravidade. Pelo que nos foi dado a conhecer o processo pelo qual Newton passou at\u00e9 chegar ao Eureka, n\u00e3o foi dependente da ma\u00e7\u00e3, mas sim de um processo em que v\u00e1rios ingredientes (i.e., constituintes) se foram maturando e a determinada altura se conjugaram numa sinergia tal que a revela\u00e7\u00e3o se consumou no seu c\u00e9rebro. Ou seja, os v\u00e1rios constituintes foram-se processando a diferentes ritmos, atrav\u00e9s de uma parcim\u00f3nia muito pr\u00f3pria, mas a determinado momento houve uma sincroniza\u00e7\u00e3o tal desses constituintes que permitiu ao sistema inferir com clareza um determinado aspecto.<\/p>\n<p>Mas penso que essa sincroniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem a haver com p\u00f4r os constituintes a trabalhar \u00e0 mesma frequ\u00eancia, i.e., por exemplo, p\u00f4r o sistema visual a operar na mesma frequ\u00eancia do sistema auditivo. A sincroniza\u00e7\u00e3o pode-se dar quando v\u00e1rias frequ\u00eancias harmonizam entre si. E esta ideia ainda torna as coisas mais interessantes pois podemos voltar \u00e0 m\u00fasica e ao porqu\u00ea desta ser t\u00e3o presente, t\u00e3o estudada, mas t\u00e3o misteriosa ainda [Huron], nos humanos. E a propostas de pensadores matem\u00e1ticos t\u00e3o milenares ou centen\u00e1rios como Pit\u00e1goras, ou Fibonnacci, sobre a vibra\u00e7\u00e3o das cordas e respectivos sons e a explica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre frequ\u00eancias num todo, a que chamamos m\u00fasica, onde denotam algumas conceptualiza\u00e7\u00f5es a ter em conta: a) a escala crom\u00e1tica (ocidental) \u00e9 representada pelo 13 (12 divis\u00f5es), pelo 8 (oitava= duplica\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia) pelo 5 (a quinta \u00e9 chamada de dominante e acontece quando a vibra\u00e7\u00e3o da corda se fracciona em 3); b) que a dominante \u00e9 assim a quinta nota numa escala que \u00e9 simultaneamente a oitava dentro das treze notas que a perfazem; c) que 13 a dividir por 8 aproxima-me de Phi, que \u00e9 considerado por muitos matem\u00e1ticos como um n\u00famero presente em todas as estruturas universais, biol\u00f3gicas ou abstractas, como br\u00f3colos ou fractais, i.e., a propor\u00e7\u00e3o \u00e1urea [Beer][Fauvel et al].<\/p>\n<p>Mas podemos tamb\u00e9m, curiosamente, voltar ao c\u00e9rebro. O c\u00e9rebro, sendo uma internet de m\u00faltiplos clusters [Buzsaki] a trabalhar em coopera\u00e7\u00e3o, mas dependente de uma interoperabilidade de sub redes a funcionar em diferentes frequ\u00eancias que contribuem para o todo onde certos fen\u00f3menos\u2014eurekas, por exemplo\u2014se d\u00e3o quando os m\u00faltiplos osciladores sintonizam numa harmonia consonante.<\/p>\n<p>O que me parece importante \u00e9 que estes dados fizeram-me entender mais claramente, que, numa vis\u00e3o macro-c\u00f3smica, a sincroniza\u00e7\u00e3o de determinadas frequ\u00eancias do espectro electromagn\u00e9tico \u00e9 crucial para a pr\u00f3pria ecologia e sustentabilidade do universo, sendo que esta tem de ser orquestrada, pois, se numa sincronia som\u00e1tica absoluta\u2014todos os constituintes a vibrar nas mesmas frequ\u00eancias\u2014cria uma sinergia tal que pode fazer com que os seus constituintes se reconfigurem num outro estado, numa outra mat\u00e9ria. Esta condi\u00e7\u00e3o pode ser observada quando um gerador de vibra\u00e7\u00f5es faz vibrar um copo at\u00e9 que todos os seus constituintes harm\u00f3nicos alinhem pelo seu padr\u00e3o espec\u00edfico (reson\u00e2ncia natural), dando-se a desintegra\u00e7\u00e3o e a passagem a outra realidade. Ou, talvez mais interessante, a reintegra\u00e7\u00e3o num outro sistema.<\/p>\n<p>Parece-me que se pode justificar uma formula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, mesmo que ainda carente de estudos mais quantificados, de uma rela\u00e7\u00e3o clara entre a m\u00fasica e o c\u00e9rebro ao n\u00edvel dos processos de oscila\u00e7\u00f5es, frequ\u00eancias e ritmos. Assim, mesmo n\u00e3o sendo cientista de reflex\u00e3o matem\u00e1tica n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o me fascina. Da\u00ed, isto abre a hip\u00f3tese de uma aproxima\u00e7\u00e3o transdisciplinar entre investigadores que poderia contribuir com observa\u00e7\u00e3o heterog\u00e9nea para um poss\u00edvel novo passo na clarifica\u00e7\u00e3o de algumas pistas aqui inferidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1cio<\/strong> {Tom\u00e9 Marques}<br \/>\n<em>de Originais de 2004, 2005, 2010<\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">*<\/span>\u00a0Este texto \u00e9 parte integrante do Ensaio: Redes, Ritmos, Sincronia e Sinergia, publicado em julho de 2011, respondendo a uma necessidade program\u00e1tica da UC <strong>Teoria da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> integrada no ano curricular do <strong>PDMD &#8211; Programa Doutoral em Media Digitais<\/strong>, programa que persigo h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">**<\/span> Eureka \u00e9 uma express\u00e3o atribu\u00edda a Arquimedes (Paipetis, S. A. (Ed.), Ceccarelli, M. (Ed.) (2010). The Genius of Archimedes \u2014 23 Centuries of Influence on Mathematics. Proceedings of an International Conference held at Syracuse, Italy, June 8-10, 2010. Dordrecht: Springer)<\/p>\n<p>&#8230;..<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong> {algumas importantes relacionados com estes par\u00e1grafos}<\/p>\n<p>&#8211; BEER, Michael (2005) <em>Mathematics and Music: Relating Science to Arts?<\/em>. (em linha, visitado a 3 Janeiro de 2011: www.michael.beer.name\/file_download\/1\/mathandmusic.pdf)<br \/>\n&#8211; BUZS\u00c1KI, Gy\u00f6rgy (2006 ). <em>Rhythms of the Brain<\/em>. Oxford: Oxford University Press.<br \/>\n&#8211; FAUVEL, John\u00a0(ed), FLOOD, R. (ed), WILSON, R. (2003). <em>Music and Mathematics. From Pythagoras to Fractals<\/em>. Oxford: Oxford University Press.<br \/>\n&#8211; HURON, David (2009). <em>Sweet Anticipation &#8211; Music and the Psychology of Expectation<\/em>. Massachusetts: The MIT Press.<br \/>\n&#8211; LEVITIN, Daniel J. (2007). <em>This Is Your Brain on Music<\/em>: The Science of a Human Obsession. New York: Plume.<br \/>\n&#8211; MAUSFELD, Rainer\u00a0(ed.), HEYER, Dieter (ed.) (2004). <em>Colour Perception: Mind and the Physical World<\/em>. Oxford: Oxford University Press.<br \/>\n&#8211; NEWTON, Isaac (1730). <em>Opticks: Or, A Treatise of the Reflections, Refractions, Inflections and Colours of Light<\/em>. London: William Innys.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>{in\u00a0Ensaio: Redes, Ritmos, Sincronia e Sinergia*}\u00a0A partir de determinado momento verifiquei que h\u00e1 um padr\u00e3o, h\u00e1 um determinado n\u00famero de constituintes que partilham um determinado n\u00famero de caracter\u00edsticas similares, que se estruturam numa malha conceptual que pode ser vista como um todo.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6,5,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194"}],"collection":[{"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":318,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194\/revisions\/318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}