{"id":99,"date":"2012-06-10T10:12:20","date_gmt":"2012-06-10T10:12:20","guid":{"rendered":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/?p=99"},"modified":"2015-10-28T12:34:19","modified_gmt":"2015-10-28T12:34:19","slug":"fascinio-inquietacao-backward-forward","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/2012\/06\/fascinio-inquietacao-backward-forward\/","title":{"rendered":"Fasc\u00ednio, inquieta\u00e7\u00e3o, backward, forward!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ho_myfate7.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-100\" title=\"HoMyfate7\" src=\"https:\/\/horacioarts.com\/aposteriori\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ho_myfate7.jpg\" alt=\"HoMyfate7\" width=\"300\" height=\"120\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>{isto n\u00e3o \u00e9 um post}<\/em><\/strong><\/span> N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que escrevo ou falo sobre estas &#8220;inquieta\u00e7\u00f5es&#8221;. Tudo isto faz parte da minha realidade, das minhas preocupa\u00e7\u00f5es, das minhas reflex\u00f5es, \u00e0s vezes dolorosas, mas que incuto em mim mesmo como uma experi\u00eancia ao mesmo tempo cat\u00e1rsica e redentora.<\/p>\n<p><!--more-->Sou um ser n\u00e3o linear, ou, no m\u00ednimo, c\u00edclico, r\u00edtmico, onde em cada &#8220;segmento&#8221; construo realidades (talvez n\u00e3o independentes, mas sim propiciadas por determinadas conjunturas \u2014algumas n\u00e3o discern\u00edveis, mas suavemente impl\u00edcitas\u2026 \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o&#8230;), realidades essas que utilizam, permanentemente, um vai-e-vem aos referentes, sejam eles imag\u00e9ticos, verbais ou sonoros e constantes reutiliza\u00e7\u00f5es, remix(s), transforma\u00e7\u00f5es, transmuta\u00e7\u00f5es, de informa\u00e7\u00f5es, de discursos, de escritas, de actua\u00e7\u00f5es, de abordagem a problemas, de aproxima\u00e7\u00f5es \u00e0 vida&#8230; e \u00e9 esse acumular e revis\u00e3o da mat\u00e9ria que me dota de outros conhecimentos e gera outras capacidades.<\/p>\n<p>H\u00e1 pensadores que postularam e teorizaram que a vida se baseia, sobretudo, no caos e na imprevisibilidade&#8230; ou, se bem posso deduzir, n\u00e3o na sistematiza\u00e7\u00e3o, qui\u00e7a redutora, dos processos lineares e organizacionais. Se assim \u00e9 n\u00e3o sei, mas o que posso afirmar \u00e9 que o fasc\u00ednio da vida, para mim, se baseia em grande parte nessa dimens\u00e3o misteriosa, imaterial e potencialmente renovadora para as sinapses da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, em boa verdade, penso que a vida, como \u00e9 convencionada e conhecida, n\u00e3o \u00e9 linear&#8230; Temos potencialidades t\u00e3o intrigantes como a de \u201cconspirar\u201d \u00e0 dist\u00e2ncia no tempo, a de conceptualizar o pr\u00f3prio tempo, a de medir o passado para aferir o presente, a de conceptualizar o presente e o passado, a de esculpir uma v\u00e9nus com a inten\u00e7\u00e3o de proporcionar o bem estar emocional e excitar a imagina\u00e7\u00e3o dos outros. A de realizar ac\u00e7\u00f5es, \u201cboas ou m\u00e1s\u201d, que n\u00e3o visam a altera\u00e7\u00e3o imediata de monta das coisas, mas sim a longo prazo, mesmo sabendo (ou suspeitando) que essas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o far\u00e3o parte do pr\u00f3prio futuro pessoal (num sentido biol\u00f3gico crono-relativo, pelo menos), mas sim do outro, do grupo, do herdeiro\u2026 e, muito relevante, das poss\u00edveis inferi\u00e7\u00f5es que esses outros poder\u00e3o vir a construir nas suas mentes, e com esses \u201cresultados\u201d projectarem, eles mesmos, outras narrativas e outros futuros.<\/p>\n<p>Temos a capacidade \u00fanica de imaginar o futuro (apesar de n\u00e3o conseguirmos \u2014 ainda?) aferir, com certeza, os resultados e as consequ\u00eancias de determinados ocorr\u00eancias actuais no futuro. Sabemos, contudo, por termos aferido eventos do passado, que \u00e9 poss\u00edvel que uma pequena circunst\u00e2ncia, com determinadas caracter\u00edsticas, se pode espalhar viralmente e exponencialmente entre a esp\u00e9cie, ficando muitas vezes latente acabando por gerar altera\u00e7\u00f5es na evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas circunstancial \u00e9 o que suspeitamos, numa vis\u00e3o simples. A n\u00e3o ser que o genes, os memes, ou seja-l\u00e1-o-que-for, n\u00e3o sejam assim t\u00e3o \u201ccegos\u201d, mas sim elementos t\u00e3o extraordin\u00e1rios e fora dos limites da nossa pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o \u2013ou, melhor, do \u00e2mbito da imagina\u00e7\u00e3o como a consensualizamos, j\u00e1 que a imagina\u00e7\u00e3o por si n\u00e3o deveria pressupor limites\u2013 que tenham capacidades extra-humanas, hiper-humanas, n\u00e3o percepcionadas, e com essas caracter\u00edsticas tenham gerado, eles mesmos, n\u00e3o s\u00f3 a conjuntura necess\u00e1ria ao acidente, mas tamb\u00e9m o acidente, configurando assim consequ\u00eancias necess\u00e1rias para moldar o futuro de acordo com as suas \u201cvontades\u201d&#8230; este vis\u00e3o, qui\u00e7\u00e1 de <em>bd,<\/em> pode parecer despropositada ou antropologia de meia-tigela, mas n\u00e3o \u00e9 impertinente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1cio<\/strong> {Tom\u00e9 Marques}<br \/>\n<em>Original de 2005<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>{isto n\u00e3o \u00e9 um post} N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que escrevo ou falo sobre estas &#8220;inquieta\u00e7\u00f5es&#8221;. 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